O que há em mim é sobretudo cansaço — Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas — Essas e o que falta nelas eternamente —; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada — Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimno, íssimo, íssimo, Cansaç...
Comentários
O que Séneca fala é uma pura verdade... quando não nos permitimos fazer, viver algo, isso faz de nós uma existência mais árdua.
Beijos de bom fds
Sus (meu novo espaço)
Quando ousamos corremos o risco de recebermos um "não". Mas esse não nós já temos sem ousadia, portanto o que temos é medo de recebermos um "sim", aí as coisas fican difíceis.
Beijos!
Alcides
beijo
bjinhus e saudades grande!
Um beijo, e um uivo!
Beijo d'anjo