sexta-feira, 22 de março de 2013

Obliquamente



"Desejamos secretamente, escolhemos obliquamente..... e o amor conduz a um eu dilacerado e misterioso"
                                       Codina






Têm dias que sou Paz....mas têm dias que sou Tempestade....
Fazes de mim um ser estranho, um ser que por vezes desconheço e descubro.
Fazes de mim um querer que que não quero e desprezo....
Fazes de mim um pedaço de tempo distante, que de repente se aproxima velozmente e me entristece, trazendo de novo aquelas amarguradas lembranças e vivências.
Então aí eu torno-me Tempestade,Tornado,Vulcão em momento de erupção....e sinto que meu corpo não aguenta as dores psicológicas a que me obrigas a reviver....
Deixa-me.....estou tão cansada....
Por favor, deixa-me desaparecer do teu caminho e ser Paz novamente.
Deixa-me....deixa-me deitar a cabeça no teu colo e ser afaga por ti um só momento....porque será que disso eu não tenho lembranças algumas...?
Não recordo, nem lembro de momentos doces e ternos.
Penso que perdes-te esses momentos porque estavas amarguradamente viciada em encontrar algo que tinhas e despercebidamente não vias....
Agora...atiras as culpas em cima de mim constantemente fazendo de mim Tempestade que te arrasta para longe...muito longe....
E quando as palavras magoam cá dentro, eu viro Tornado e arrasto com palavras tudo aquilo que poderia ser amor. E deixo-te...
Renascem em mim fúrias passadas....iras que á tanto tempo eu luto para que desapareçam.
E no fim confirmo com palavras tuas, tudo aquilo que ao longo dos anos eu vim descobrindo....podes gostar de mim...mas não me amas....porque para ti, eu não sou a filha que gostarias de ter....Eu sou Obliquamente aquilo que desejas-te....