O que há em mim é sobretudo cansaço — Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas — Essas e o que falta nelas eternamente —; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada — Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimno, íssimo, íssimo, Cansaç...
Comentários
Beijinhos!
Beijo
Esta interessante observação poderia ser uma lei de Murphy, mas sem resultados drásticos quanto ao que menos esperamos, claro.
Um beijo!
Alcides
Beijito.
Tenho o hábito de olhar todas as possibilidades e só avanço se a projeção que fiz abracar todas elas,
sem margem de erro...
Outro abraço
Meri Aleixo
A música do blog é muito linda.
Adoro a lua e seus encantos e o campo energético deste astro é sem dúvida uma inspiração para o amor ...
Devemos ter a sabedoria de aceitar o que Deus no oferece e a destreza de nos alegrarmos com o que perdemos...
Podem levar tudo... nunca levarão a minha Alma!
um anjo