segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Até já meu amigo...




Há alturas em nossas vidas que somos ferozmente atropelados...
Ficamos sentados,caidos ou simplesmente estáticos...
Tudo á nossa volta parece desaparecer....sentimos um colapso momentanio e uma tristeza avassaladora que se mistura com a negação...
Pelo nosso cerebro passam milhões e milhares de imagens de recordações...e achamos que tudo não passa de um pesadelo.
Tentámos a todo o custo entender porquê....
" Naõ...não pode ser..."
Depois do primeiro choque,tentamos nos repor e acreditar que tudo não passa, apenas e só de uma noticia mal dada, duma brincadeira de mau gosto.
Não sei ao certo o que senti....quando na realidade as noticias começaram a ser de varios amigos a confirmarem....as lagrimas chegaram por fim aos meus olhos e escorrerão pela face.
O meu amigo de longa data morreu de um ataque cardiaco...assim sem mais nem menos,sem despedidas,sem uma ultima palavra,sem tempo de dármos aquele abraço desejado.Sem tempo de olharmos nos  olhos um do outro agarrarmos as mãos e soltarmos aquelas gargalhadas que costumavamos fazer.Sem tempo de poder dizer uma vez mais que te Adoro e que vou sentir muitas saudades tuas.
O que doí mais cá dentro é que sempre adiavamos aquele encontro...por falta de tempo.
E o tempo passa... a vida corre... e um dia acordamos e sabemos que já não temos conosco aquela pessoa que tanto tempo da nossa vida, fez parte.
Que a vida é muita curta e nos pode ser roubada a qualquer instante.
A tristeza enche o meu coração mesmo sabendo(como diz a minha filhota)que é o ciclo da vida...
Era cedo demais...era novo demais...era uma pessoas bela por dentro,divertida,sincera,amigo leal e muito e muito mais.
Lembro dos nossos tempos de adolescencia,do nosso grande e imenso grupo que eramos,sempre muito divertidos e da continuação que demos a essa grande amizade.
Das maluquices que faziamos,das festas em tua casa,dos filmes de terror que me obrigavas a vêr,das voltas na montanha russa que eu odiava,mas contigo tudo tinha imensa graça.
Das tuas expressões,dos teus palavrões que eram unicos.
Da forma como existia entre nós todos uma amizade tão pura e tão, mas tão verdadeira, que nos conduziu a todos(uns mais que outros,devido á distancia)a anos e anos de amizade linda e verdadeira.
Podiamos hoje em dia não estarmos juntos a algum tempo,cada um de nós constituiu familia,mudou-se para sitios diferentes,teve opções de trabalho diferente,mas eramos sempre nós mesmos quando nos encontravamos todos.
As noitadas de gargalhadas e pura diversão.
Lembro-me das canções que cantavamos todos e depois acabavamos agarrados á nossa barriga a rirmos que nem uns loucos.
Lembro das vezes que partilhavamos brincadeiras dentro das salas de aulas ate juntos virmos parar á rua.
Lembro que viviamos e vivias a vida, a cada  segundo, sempre sendo o brilho do grupo.
Eras tu a estrela mais brilhante,eras tu o actor principal,assim como foste na tua vida profissional.E não poderia ter sido de outra maneira.
Já te disse que já morro de saudades tuas...
Ontem despedimo-nos de ti...mas ainda estou incredula com o desaparecimento permaturo do meu amigo de adolescencia.
Tenho como convicção na minha vida que um dia nos encontramos de novo.
Mas até lá ficam as saudades,a tristeza e a dor de saber que não te vejo mais...não me riu mais das tuas parvoices...
Que jamais me darás a tua mão e me farás rodopiar ...
Até já meu amigo....onde quer que estejas...viverás para sempre dentro do meu coração e da minha memoria....
Adoro-te!

12 comentários:

Lynce disse...

Sinto muito pelo trágico e inesperado desaparecimento do teu amigo. Só pelo facto de ele dizer palavrões, só podia ser um gajo porreiro. Mas a tua filhota tem razão, é o ciclo da vida, nós é que andamos entretidos com outras coisas e não pensamos nisso. Mas ainda bem que assim é.
Beijinhos, simpática!

Edu disse...

Já uma vez acho que falamos sobre isto.Há quem ainda viva e morra para nós, quem morra e viva para nós sempre.Acho que só morremos quando a ultima lembrança de nos morrer.Sorri , fala e partilha com ele.Será sempre vivo enquanto o teu coraçao quiser.

maria teresa disse...

Como a compreendo! Este ano já passei por duas situações idênticas, totalmente inesperadas e mais três mas essas fizeram-se anunciar. Sinto-me vazia, parece que fui aspirada e só tenho o invólucro corpóreo.
Abracinho meu

saudade disse...

Saudade de te ler linda...
Beijo de Saudade
(Deixa-me por favor o teu mail para te enviar o pedido)

Angel disse...

Dizer "adeus" a um amigo é dilacerar o nosso coração... é tentar "aceitar" o até já com o gosto amargo da separação, com o terrível sentimento de que não vamos mais ver, não vamos mais tocar, nem tão pouco ouvir...
Dizer "adeus" a um amigo é um acto de Amor grande que a gente nunca mais esquece!
Força Amiga!

um anjo

Lu Nogfer disse...

É minha amiga, a dor da perda é incrivelmente dolorosa!Quanto mais assim , tão de repente!
Seu amigo estará sempre vivo dentro de você.
Que Deus conforte o seu coração.

Fortíssimo abraço!




palavrasdofrancisco disse...

A morte não existe... força!!

Nilson Barcelli disse...

Entendo a tua dor, já que tive um grande amigo que morreu sem nunca ter havido nenhum sinal de alarme.
Querida amiga, recebe o meu abraço solidário.

Utópico disse...

Passamos a vida a correr e por vezes somos surpreendidos pela vida, como se fossemos culpados por não nos termos despedido como deve ser. No entanto o tempo ajuda a sarar as feridas, e connosco ficam as recordações.

Para minimizar estes imprevistos, que sempre aconteceram, e sempre irão acontecer, importa que quando olhemos para trás as recordações sejam de tal forma boas, que não só nos deêm prazer recordá-las no futuro, como teremos a certeza que quem partiu sabia o que sentíamos e que o vivenciou.

Aproveito ainda para dizer que por este ser um dos blogues que mais regularmente visito, e por muito o apreciar, e como as regras do Prémio Dardos referem que devemos indicar os blogues a que atribuiríamos este mesmo prémio, decidi inclui-lo no conjunto de blogues a que atribui o Prémio dardos.

O Prémio pode ser visto aqui: http://utopiarealista.blogspot.pt/2012/11/premio-dardos.html.

Deixo ao critério a exibição, ou não, do referido Prémio.

Utópico.



Moi disse...

Moon,
Quanto tempo... e que triste fiquei por saber-te triste pela morte de alguém querido. O tempo corre, e nós não corremos atrás dele, deixamos sempre para depois coisas que deveriamos fazer no agora... tantas e tantas vezes, ficam as palavras engasgadas, porque afinal já não há tempo, já passou, e não volta.




Saudades de andar por aqui...
Sentir-te!


Beijo grande

Isa disse...

Olá, deixo aqui um pequeno poema escrito por Charles Henry Brent:

O VELEIRO

Estou na praia, em pé à beira mar.
Vejo passar um veleiro, de velas abertas à brisa da manhã,
avançando para o mar azul.
É uma coisa bela e forte, e eu fico a olhá-lo,
até parecer um farrapo de nuvem branca no horizonte,
precisamente no ponto em que o mar e o céu se encontram
para se misturarem um com o outro.
Alguém ao meu lado diz : “Pronto, foi-se embora !”
Foi-se embora para onde ? Só desapareceu da minha vista :
lá onde estiver, os seus mastros continuam tão altos como dantes,
o casco continua tão poderoso como quando o vi passar,
continua a ter força para levar a sua carga humana ao seu destino.
O seu desaparecimento está em mim – não nele !
E ao mesmo tempo que alguém ao meu lado diz : “Pronto, foi-se embora !”,

Bjs.

Anónimo disse...

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