segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Importante venusiana



Dar-se em palavras
Numa dor fina
Que rasga e mata
Ter coragem
De receber um tapa
Também ter coragem
De descobrir que o mundo
Não é só graça
E quem disse
Que tudo é perfeito
E que tudo tem seu jeito?
Está certo...
Há futuros cheio de glórias
Há razões
Que não são frias
E fazem uma bela história
Há caminhos...
Mesmo que nasçam os espinhos
E não conheço muitas alegrias
Nem eternas tristezas
Nem posso dizer
Que no horizonte
Só há vilanias
E torpezas
E jamais diria que um amor é eterno
E que o Sol é infinitamente belo
No que pouco
do que sou no presente
Do que fui antes
E do que serei depois
Digo-te
De que o mundo não para
E de que o Universo não se separa
Por isso...
Se belos momentos ficaram
Deixa estar
Pois o que se vai
Nunca é para sempre
E o que fica
É o começo de uma semente
Sei que existirão lágrimas
Em cada ponta de saudade
Mas um dia elas se cansam
E se perguntam:
ATÉ ONDE VAI A DOR QUE ALCANÇAM?
Longe de fazer apologia
De fazer nascer uma nova ideologia
De querer transformar
A importância
Em zombaria
Longe disso...
E como dizes que há um refúgio
Ele também
Está dentro de ti
Mas também está fora
Sei como tu se sente...
Num nível diferente
Também a mim foi um porém
E o que restou
Foi só o que só se sente
Nunca diria que com isto
Que fiquei experiente
Que a sombra me fez eloqüente
Ou...
Que chutaria tudo
Igual ao mais demente
Por mais que pareça esquisito
Um dia
Eu percebi que o olhar que já me olhou
E há muito voou
Transformou-se num chuvisco
E não que isto fosse
Esquecer disso
Era simples certeza
De que as estrelas flutuam
E não se cultuam
De que lá elas sonham
E VIVEM
E de que aqui elas esperam que agente SIGA EM FRENTE
Mesmo que dentro de nós
E não nego que te acompanharás
Exista uma pequena ruga
Chamada poente.
PAULO MIRANDA

1 comentário:

Edu disse...

escreves demasiado bem para usares coisas de outros.
Ou foi para me fazeres a vontade loool