Consecutivamente, em sua vida, Catarina tinha por hábito fazer intrevalos entre os seus dias de vida.
Como que suspensa numa corda,na tenda de um grande circo,ela se imobilizava,por momentos.Sentindo apenas, tudo se movimentar á sua volta.Como que se tentando equilibrar e ganhar coragem para mais uma etapa.
Um tipo de automutilação a que se habituara á muito e muito tempo atras...
Este poderia bem ser o inicio de uma história de coragem e determinação de uma Mulher,que no vazio das suas memorias, que ficaram no intrevalo entre limites da vida,tenta a todo o custo voltar sempre, mais forte e resistente...
Mas Catarina é apenas e meramente uma personagem....
(...) é preciso partir
é preciso chegar
... Ah, como esta vida é urgente !
... no entanto
eu gostava mesmo era de partir ...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho :
viajar, viajar
mas para parte nenhuma ...
viajar indefinidamente ...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
Mario Quintana