" Deus te quer sorrindo"
mas se você chorar,
Ele te quer assim mesmo.
A morte...
Aquilo que sabemos que está certo em nossas vidas,apenas não sabemos quando.
A morte...
O que aceitamos e sabemos que é apenas uma passagem.
A morte....
Quando ela passa perto de nós,quando ela vêm para aqueles que amamos,que são nossos amigos,que poderiam até ser os nossos.
A morte....
A morte anunciada... veio,chegou.
Costumavas-me tratar por filha,eu era mais ou menos isso para ti,afinal de contas,o meu verdaeiro pai têm menos dois anos que tu tinhas.
Juntei-me á "nossa" familia como sempre e juntos caminhamos no teu adeus.Não te vê-mos mais fisicamente,mas espiritualmente estarás sempre perto de nós,eu sei e eles tambem.
È-me tão estranho ultimamente assistir á partida fisica daqueles que me são tão proximos.
Nunca tive medo da morte,nunca me fez confusão,mas hoje em dia deparo-me constatemente com ela,parece que tudo está a chegar ao fim.
Um dia destes...serão os meus...nem quero pensar.
Engraçado....ao mesmo tempo,enquanto me despeço...vêm-me á ideia de quantas vidas nascem naquele preciso momento ...enquanto fechamos as portas da tua moradia eterna.Quando tudo se resume apenas ao fim.
Recordei a minha primeira deparação com a morte....apesar das memorias da minha infancia terem partido,com a terapia de sono a que fui sugeita á muito anos atras,lembro-me...a mãe da minha madrinha....
Nunca fui poupada,como agora nós poupamos as nossas crianças,aos velórios,aos funerais,eu assiti sempre a todos, com os meus pais.Talvez por isso a morte nunca me fez confusão,ou impressão.
Aliás sempre achei que era um momento de paz,tranquilidade, um sono profundo...
Lembro-me do pequeno bouquet de rosas brancas que depositei em suas mãos,alguêm o ajeitou depois,não sei...não me recordo.Apenas recordo aquela imagem...deitada,serena,bonita como era,parecia que dormia um sono profundo.
Mais tarde lembro-me que foi a vez do meu querido avô,que passava as tardes dele a jogar dominó comigo.E sempre que vinha o mês para junto de nós trazia-me broas de mel e as primeiras uvas do ano,para a sua menina.Como eu gostava dele.Teria os mesmos anos que minha filha,depois.morreu quando eu tinha 9 anos.
Disso eu recordo-me bem.A capela em que ficou era bela,a igreja situava-se no cimo de Alenquer,vila velha,era bela,linda e eu corria entre os colaustros abafando a minha dôr,sem ninguêm se apreceber ou notar em mim.
Lembro-me que estava muito triste e sabia que não o voltaria a vêr.
Durante uns anos,sempre que ia ou ficava alguns dias em Alenquer,com meus tios,passava grande parte do tempo sentada a conversar com ele no cemiterio...nunca ninguêm o soube.
Estou de luto uma vez mais...e recordo-me de como é penosa a morte para nós.A saudade que fica em nossos corações,apesar de acreditar que um dia nos voltaremos todos a encontrar...e sorriremos de novo.
Mas sempre que a morte nos "bate á porta" eu recordo aqueles que já partiram e deixaram tanta saudade em meu coração...
A Madrinha Alexandrina,
Avô Fernando,
O meu grande amigo João,
A Fica,
Sr. Mendonça, e outras pessoas que conviveram o meu dia a dia, onde conheçi tanta gente que já partiu.
A todos eles a minha eterna saudade.o meu até sempre.
A todos vós meus amigos as minhas desculpas,pelo meu desabafo....