quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aquilo que eu amava



È longa e demais a tua ausencia...
È penosa e triste a minha espera...em vão.
Entreguei nas tuas mãos e no teu mais brilhante e doce olhar... o meu coração.
Perdi-me em momentos que jamais pensei voltar a viver,
Se eram suficientes?
Nunca é suficiente demais,o que desejamos com tanta intensidade.
Nunca é suficiente demais,para o grandioso sentimento que nasce cá dentro.
Mas eu me contentava...
Mas eu sempre te esperava...
E um dia até ganhei forças e fui vencedora de mim mesma...
Ultrapassando os meus obstáculos,com a força que sentia.
E porquê?
Porque acreditei no Amor.
Porque acreditei que um dia poderiamos ser, um só.
A perfeita uniam de duas almas, que já se conheciam...
A finalização de algo que começara muito antes de nos conhecermos.
Mas tudo foi....em vão.
Perdemo-nos nas palavras que nunca dissemos ou que  nunca soubemos entender como tal...
Eu...fiquei á espera...
Voei alto demais...queimei as minha asas no intenso brilho do Sol.
Caí....e não mais me consegui levantar,esperei que me viesses buscar...
Que me procurasses...
Minhas asas poderiam ter crescido de novo com a força do teu Amor...
Só mais tarde entendi.
Só mais tarde precebi,que eras a outra parte de mim.
Que naquele dia, em que vi um ponto brilhante em ti.Sube que eras a outra parte de mim...
Hoje consigo entender,consigo viver sem procurar,apenas aceito.
Todos nós,nalgum momento das nossas vidas,nos cruzamos com ela e reconhecemo-la.
Eu reconheci,pelo brilho dos teus olhos,desde o primeiro dia que te vi.
Ainda sinto o teu toque...
Vislumbro o teu olhar...
Sinto o teu cheiro...
Tenho o teu sabor...

"-As pessoas dão flores de presente porque nas flores está o verdadeiro sentido do Amor.
Quem tentar possuir uma flor,verá a sua beleza murchar.
Mas quem apenas olhar uma flor num campo,permanecerá para sempre com ela.Porque ela combina com a tarde,com o pôr do sol,com o cheiro da terra molhada e com as nuvens no horizonte.(...)
(...)Que nunca serás minha meu,e por isso ter-te-ei para sempre.Foste a esperança dos meus dias de solidão,a angustia dos meus momentos de dúvida,a certeza dos meus instantes de fé.
«Porque eu sabia que a minha Outra Parte chegaria um dia »(...)

                                                                                                       Paulo Coelho-Brida


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ode de Amor




Foi demorada a tua ausência, Ode de amor.

Transcendeste os portais da imortalidade!
Te aguardei fiel, com velada ansiedade …
Tu me compunges a alma de saudade!

Ao retornares trazes odes estelares
Sonhos, amores, nuances e loucuras…
Como sofri tua ausência – podes tu saber?

Ai, conta-me tuas viagens e bravuras.
Farás morada outra vez nestas paragens,
Ou só matarás minha sede e agonia?
Derramarás aos meus pés tuas roupagens,
E ficarás, eu sei, até o raiar do dia!

Não te despeças… Partas assim que eu dormir…
Não quero de novo sofrer, quando te ver partir!



*** MÍRIAN WARTTUSCH ***












sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mãe...

                                 

A primeira lição que todas as Mães
                              deviam  aprender,é que...
                      As melhores Mães,não são perfeitas.
                                                          Mas sim Felizes!

                                                                                                             Eu aprendi isso e tu Mãe...,não?!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Se....



Se deixasse o meu coração falar, ainda que fosse baixinho, quanta coisa ele te diria contra a minha vontade. Diria certamente que, por mais que a minha cabeça tente, ainda não te expulsei daqui de dentro. Contaria, sem possível margem de erro, as inúmeras vezes que fecho os olhos para te sentir mais perto. Falaria sobre os momentos em que estiveste presente, em que fazia por não te querer , em que tentava ser forte, em que me sufocavas com a tua ausencia, em que me fazias sentir culpada, em que me fazias sentir insegura.
Se deixasse o meu coração falar, ainda que fosse por segundos, quantas coisas que tu querias ouvir e eu pretendo calar,mas ele diria. Diria que gostava do teu olhar e da maneira como ele procurava o meu. Diria ainda que quando eles - os nossos olhares - se encontraram, o mundo à volta se auto-destruiu e o único barulho que existia eramos nós que o faziamos. Falaria desse teu cheiro que tento afastar, desse teu sabor que tento apagar, desse teu toque que tento esquecer. Contaria, com precisão, as vezes que o meu corpo se contorce de desejo pelo teu.
                       Se deixasse o meu coração falar, ainda que fossem umas breves palavras...
                                                           .... não o deixaria falar por agora...







quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Somente o presente

                


                  "Trabalhar muito impede-nos de pensar no que aconteceu ou irá acontecer.
                                                        Força-nos a viver no presente."


Gosto de pegar no carro e serpentear na estrada desta serra,estar atenta ás curvas e contracurvas e deixar-me conduzir de janela aberta expirando o ar fresco da manhã.Parar em frente ao mar,sentar-me na esplanada e lêr o meu livro eleito.
Gosto de cozinhar, entregar-me complusivamente a fazer pratos de comida,bolos e doces.Reinventar novas receitas.Torna-las minhas e preencher a minha mente com a preocupação dos ingredientes.
Gosto tambem de fazer ponto cruz.Iniciar um quadro novo,uma toalha.Deixar que surga como uma pintura o trabalho no pano.Fazer contagem de quadrado a quadrado,não tendo tempo para pensar em mais nada.
Gosto de fazer as compras distraidamente e pausadamente.
Entre tantas coisas que faço,não me sinto cansada.Pelo contrario se sentir que não estou com as minhas mãos ocupadas e o meu cerebro entretetido com a proxima tarefa,fico de imediato enervada...
É como se trabalhar muito fosse a unica forma de manter tudo no lugar.Implica que não tenha energia para me preocupar ou tempo para fazer planos.O trabalho preenche toda a minha vida e eu não me importo.
È melhor assim,penso eu,do que deixa-la oca e vazia.
Ao fim da tarde a minha vida preenche-se com os risos e conversas com a minha filha.Os trabalhos de casa,as brincadeiras entre nós,o banho, o jantar...e por fim novamente o sossego...deito-me e adormeço...apenas e somente aqui não consigo controlar a mente e muitas e muitas vezes,apareces em sonho para me comtemplares com emoções que á tanto deixaram de existir.
Ao acordar sinto que vivi algo inacreditavelmente maravilhoso e deixo-me novamente e forçosamente viver apenas e somente no presente.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eles....partiram.


Existe,como que,um oceano,um horizonte,entre eles.
Um lugar,um tempo,perdido... para sempre.
Eu,suavemente deixo-me entrar nesse oceano ou horizonte,nesse espaço perdido,somente a observá-los.
Noto e aprecebo-me que poderiam ter sido tanto...e são tão pouco.
Dois corpos que se movimentam no mesmo trajecto da vida e duas almas distintas, que  jamais se encontraram,jamais se entrelaçaram.Apenas partilham o mesmo espaço de tempo.
Triste? Doentio? Questiono-me.
Conformo-me que, meramente ou infelizmente, se acomodaram.
Já não existe sol no olhar de ambos,á tanto tempo.
Acreditaram,julgaram há muitos anos.E foi um veredicto sem retorno,parados no tempo,como uma pedra sepulcral.
E eu apenas...observo tudo isto.
Ao longo do tempo habituaram-se a ficar assim,um ao lado do outro, em profundo silêncio.Ele nunca se desgostou,ela apenas aceitou.Mas com o passar do tempo,dos anos,com o afastamento era preciso forçar a intimidade viciada pela solidão.Intimidade essa que acabou por deixar de existir totalmente.
E a coragem? Questiono-me novamente.
A coragem,pertençe aos amores novos,os amores velhos são sempre um pouco cobardes.
Eu...comparo-os,a ser como uma velha peça de roupa,um velho casaco que perdeu o corte original e, com ele,o desconforto da rigidez e que precisamente a cedência,o desgaste natural do tecido,torna-o no tempo certo de ser substituido ou apenas guardado numa gaveta,apenas amontuado num monte de coisas que já não servem para mais nada.
O desfazer de algo que se gostou e agora já não se gosta mais.Mas que se sente pena de deitar fora.
Colei os lábios á chavena e engoli.O café estava bom,mas eu tinha a boca empastada pelo cansaço.
Deixei-os...e encostei-me á cadeira da velha esplanada,saboreando o tempo fresco e humido desta serra que tanto aprecio pela manhã e descansei...
Deixei-os partir... de mim....



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Perdidos num olhar




 Ultimamente, todos os dias, têm existido, momentos....
Mesmo que,... apenas  minutos.
...São verdadeiros bálsamos para o meu espirito!








quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Visivélmente...invisíveis.

Existem certas coisas que me deixam a pensar...,

Chego á conclusão que retirando o pequeno circulo em que nos movemos -familia,amigos,conhecidos,somos invisíveis quase todo o tempo.
Nas decisões que tomamos,e não contam para nada,nas opiniões que emitimos,e se perdem na confusão de opiniões possiveis,na relação que temos com o virtal e as pessoas virtuais,na relação que temos com as pessoas que trabalhamos,enfim....em quase tudo.
Lembro-me dum heroi de um filme.Lembram-se?Aquele sujeito envolto em faixas como as múmias dos faraós,que uma vez retiradas o deixam sem limites,de poder fazer e estar onde bem entender.
Para ser visível precisa de uma gabardine,uns oculos escuros e um chapéu.Mas o ser visível torna-o logo numa personagem lamentávél.Enquanto que quando é invisível é um prefeito herói,com poderes invejáveis.
A visibilidade transforma o poderoso homem invisível num ser solitário e vulnerável.
Curiosamente acho que hoje em dia,a nossa dimensão de invisíbilidade é muito maior do que gostariámos de admitir.
Utilizamos este mundo virtual para termos companhia...para desabafarmos as nossas magoas ou alegria...para sermos poetas ...para encontrarmos respostas ás nossa questões interiores...enfim uma serie de coisas e somos numeros macanograficos,funções,perfis,,absolutamente substituiveis e completamente invisíveis.
Feitas as contas a maior parte das vezes damos conta que somos e valemos para certas pessoas,exactamente...Nada!
Até ,hoje em dia andar na rua parece que somos invisíveis para quem se cruza conosco ou se senta no banco em frente,ou ao nosso lado a comer,perdendo o olhar no infinito que por acaso,coincide muitas vezes com o lugar em que está a nossa cabeça tambem.
Mas isto não vos leva por vezes a pensarem...
Será que hoje em dia já não existe compaixão entre as pessoas...será que não passamos de meros seres invisíveis.
Tanta invisíbilidade,faz-me sonhar com uma visíbilidade qualquer.
Nem que seja por um simples sorriso....um simples"bom dia"...um simples"obrigada"...
Tantas coisas simples que poderiam tornarmo-nos um pouco mais visiveis.
Até mesmo neste mundo virtual,sem rosto em que a maior parte das vezes somos invisiveis,mas reconfortamo-nos e tornamo-nos naqueles"amigos" do dia a dia...nos tornamos de um momento para o outro....visívelmente....invisíveis.....
Puf............tudo se acaba!
Hoje em dia parece que cada um utiliza as pessoas, só quando lhe interessa....
Só somos visíveis quando interessa...mesmo que continuemos...invisívelmente,visíveis!



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vazio


 Muitas vezes um desconcertante vazio me invande e me atromenta.
                               Não existe melodia,apenas melancolia
                                                  Não existe nada...
                          Apenas um vazio que me invade e me atromenta.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A casa Abandonada




Quando a saudade é forte demais ....pego no carro e dirigo-me até lá...
Tudo é silêncio...
Apenas se escuta o assobiar da brisa por entre as árvores,que tapam a vista do terraço e o bater do mar nas rochas mais abaixo...
Como é bom poder estar aqui e recordar...parece que te tenho mais perto,mais junto de mim...
Onde estarás tu agora...?
Atravesso o terraço inundado de ervas altas,os relvados estão descolorados pelo sol.
Parece um lugar desolado, esqueçido.
A casa está vazia e aferrolhada contra os intrusos.
Só as lagartixas sabem como entrar pelos buracos da parede quase tapados pelo matagal.
Mas alguêm estivera ali...os frutos tinham sido colhidos.
Os elementos não pouparam a casa.O vento salgado e o sol abrasador tinham empolado as portadas envernizadas e desbotado o tom rosado das paredes.
Podia ter sido há meses que alguêm ali morara.
Ou há anos...
Aconchego-me no meu casaco de malha.Hoje o tempo está fresco e nebulado.
O vento sopra nos meus cabelos e faz-me arrepiar.
Perto do portão alguêm se aproximou a perguntar se sou uma das interessadas na compra da casa.
Nem me aprecebi que estava á venda.
Sorriu e com um nó na garganta,digo que apenas parei para aprecia-la mais de perto.
-É bela não é?!
-Muito...
-Esteja á vontade,se estiver interessada tem o numero de contacto na placa.
-Obrigada.
Sempre gostei do silêncio que aqui se escuta.
Sentei-me no bando de pedra e subitamente sosinha,vivi aquele momento de pura felicidade,em que tudo,incluindo nós,me pareceu prefeito.
Distraidamente encontrei-te uma vez mais perto de mim,mais junto.A tua voz ausente e eu estar contigo...puro milagre.
Sinto o meu viver contente,neste sonhar acordado.
Um gato que salta do muro, assusta-me e faz-me levantar...
È tempo de voltar,pegar a estrada e despedir-me uma vez mais de nós.
Às vezes esqueco-me que o meu tempo é limitado,e por isso não o devo desperdiçar a viver a vida que já passou...


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rir é o melhor remédio!!!

                           Sorrir faz bem!!!! 

                  A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O CORRETO                                         Agora vamos ao que interessa;



Coincidentemente, dois juízes encontram-se no estacionamento de um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.
Após alguns instantes silentes e de 'saia justa', mas mantendo a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
— Nobre colega, inobstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRETO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.
Ao que o outro respondeu:
— Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRETO. No entanto, não seria JUSTO, levando-se em conta que vocês estão saindo e nós estamos entrando.


                         Saibam o que dizem as últimas descobertas científicas.
Este é um daqueles temas que têm apaixonado cientistas. As suas descobertas são surpreendentes.
As últimas investigações internacionais já identificaram oito boas razões para sorrir ou dar uma gargalhada.

-Previne doenças
-Aproxima-o dos outros
-Estimula o cérebro
-Rejuvenesce
-Liberta-o
-Exercita o corpo
-Combate o stress
E meninas....
-Queima calorias!!!!!!!!!!
Rir é bom e isso vê-se na balança. Aumenta o gasto energético do organismo, o metabolismo e acresce, em cerca de 20 por cento, o ritmo cardíaco.

Bastam dez minutos de gargalhadas para eliminar cerca de 40 calorias, dizem os especialistas. Este valor equivale apenas a um quadrado de chocolate mas já é um começo.

Estão à espera de quê para soltar já uma?Vale a pena!!!





Insónia

Todo este tempo, todo o tempo que deixo de estar aqui, encontro-me lá fora, no mundo, a procurar o que outros procuram, a fazer o ...