Somos nós que conduzimos o barco ou simplesmente seguimos
a viagem como uns meros passageiros?
“Aquele que é feliz espalha felicidade.
Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio
e a confiança, perde-se na vida”
Anne Frank
Tive já muitos medos.Confesso.Já tive muito medo na minha vida.Medo de não conseguir.
Medo de falhar.Medo da dôr fisica(pânico).Medo dasminhas emoçõesMedo de estar sosinha em casa á noite.Medo de estar acompanhada.Medo de não conseguir superar problemas impossiveis de resolver.Uma doença incuravél.Com uma inevitável imobilidade que me pudesse paralisar os movimentos para sempre.
Medo,medo,medo....
Depois de ter sido Mãe,á medida que os anos foram passando na minha vida,os meus medos tornaram-se menos fisicos e materiais e passaram a ser mais imaterializáveis,menos papavéis.
Agora tenho menos medos,mas mais receios.
Receio de perder a minha filha.Receio da minha finitude.Receio de assistir ao partir dos meus pais.
Mas depois de um tempo conturbado na minha vida consegui ter o poder de criar e alterar a minha propia vida.
De criar o que me acontece.Logo passei a controlar os meus propios receios.
Sou eu propia que conduzo o barco da minha vida,não deixando que meus pensamentos me levem para os receios e ao contrario me conduzam á esperança.
"
Ninguêm fez de mim nada.Eu é que fiz,faço e farei de mim,tudo.Aquilo que eu sou é pois aquilo que eu me faço"-Jean-Paul Sartre.
De facto ninguêm pode escolher por nós e se isso acontece é porque escolhemos não fazermos escolhas.
Os receios que sentimos são nada mais nada menos que receios projectados.Receios ou Medos que nos levam a ser prisioneiros não deste tempo,aqui e agora,mas do futuro.
Prisioneiros de futuro.
Por antecipação,vivemos em função daquilo que nem sequer sabemos se será assim ou não.
Esse futuro acontece sempre nas coisas mais simples.
Então ai temos que decidir se comandamos o barco da vida ou simplesmente deixamos- nos conduzir por ele.
A escolha é apenas e unicamente nossa.
E quando assumi o comando,senti que meus medos dissiparam-se,pelo menos aqueles receios que não me deixavam vontade de seguir em frente.
Hoje em dia tenho a consciencia que consigo isolar os meus receios,como pensamentos maus que eu não quero que façam parte da minha mente.Como sonhos maus que atormentam as nossas noites.Simplesmente isolo,assim como tudo aquilo que não merece fazer partedas coisas boas da minha vida.
Mas confesso,que apesar da minha força positiva...tambem tenho alturas que desfaleço e que regrido em tudo....Mas porêm tenho a consciencia disso e volto a mim, ultrapassando esses momentos que por vezes ainda me ausento de mim mesma....