quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A História de Pedro


Conheci Pedro atravéz de meu amigo Rui e não pude conviver com ele assim tanto tempo como isso.Hoje lembrei-me de ti Pedro.
Pedro, um empresário de sucesso,com uma linda familia constituida por sua mulher Ana Maria e seus dois filhos,Afonso de nove anos e Maria de quatro.Uma familia feliz.
Tive o previlegio de os conhecer num dia em que meu grupo de amigos decidiu ir jantar fora ,como tantas vezes o fazemos.Rui deu a ideia de irmos conhecer o restaurante duns amigos deles e nós claro que logo alinhamos.
Ana Maria tendo ficado desempregada apostou em abrir um restaurante perto de Cascais,era recente, bem recente, mas já se avistava um sucesso devido a quantidade de clientes que por ali se fazia sentir.Ana Maria trabalhava arduamente mas sentia-se realizada profissionalmente.
Pedro por sua vez,completava o seu trabalho na firma ,com o prazer imenso de poder cuidar dos filhos na ausencia de Ana Maria.
Todas as noites dava-lhes banho,jantare deitava-os,ficando á espera depois por Ana chegar a casa.
Conversas que surgem, e a pouco e pouco ficamos a conhecer um pouco melhor as pessoas e saber um pouco mais delas.
Desde o primeiro dia que conheci Pedro que observei que ele tinha um enorme e grandioso amor pelos filhos.E como tal...não pude de deixar de ficar eternecida com todo aquele amor.
Fomos algumas vezes jantar, outras almoçar ao restaurante dela.Por norma o Rui dizia ao Pedro que iamos lá e acabavamos por comermos em conjunto e conversarmos todos,enquantos as crianças do nosso grupo brincavam com as dele.
Pedro parecia uma pessoa calma,tranquila e docíl,ninguem nunca preveu o que viria a acontecer.
Quando sube fiquei estupefacta!As unicas palavras que sairam de minha boca naquele momento foram;"Não acredito!".
Passo a contar...
Numa noite a seguir ao jantar,Pedro ligou para Ana Maria e disse-lhe que iria com os miudos ao shopping,comprar fraldas para Maria (que ainda as usava para dormir)pois já tinham acabado.
Ana Maria concordou e disse-lhe que já faltaria pouco para sair e se encontrariam em casa.
Passado umas horas chegou a casa e estranhou de Pedro e as crianças ainda não se encontrarem por lá e resolveu ligar-lhes.
"Onde estás?" perguntou Ana,Pedro com voz de felicidade disse-lhe que já se encontrava no supermecado a pagar e que se demorara pois os miudos quiseram comer um crepe com gelado quando chegaram ao shopping.Mas já estava de saida."Até já meu Amor!"
Diz Ana...que a voz dele era alegre e que as vozes dos miudos se podia escutar dando risadinhas de felicidade.
Ana, cansada do trabalho arduo do restaurante,resolveu encostar.se ao maple,vendo televisão e aproveitar para descansar enquanto aguardava por eles.Adormeçeu.
Quando acordou com o toque da campanhia do telefone fixo de casa,nem se aprecebeu do quanto tinha dormido.
Do outro lado da linha avisavam-na qua o seu marido e os seus filhos tinham tido um acidente grave...
Promenores seguintes não vos posso dár pois tambem não sei.Apenas sei que,  o shopping aonde Pedro tinha ido era perto de Alcabideche(Cascais)onde eles tambem moravam , e o acidente deu-se a caminho de Alcacer do Sal...Pedro morreu instantaneamente,com os braços cruzados ao volante da sua carrinha Citroên,os meninos não faleceram mas Afonso ficou com algumas fraturas expostas, numa perna e Maria, a mais pequenina ,estava muito mal estado, entrando em coma.
Ana Maria completamente apatica ,confusa,em estado de choque por tudo...
O acidente ,ocorreu numa estrada sem movimento aparente aquela hora e o testemunho do motorista do camião,foi que Pedro teria ido de encontro a ele prepositadamente...
O que fazia Pedro tão longe de casa?Para onde se dirigia ele?Porquê???
Perguntas e mais perguntas...respostas em vão...Nem Rui que era bastante amigo de Pedro sabia-o explicar...
Hoje...já se sabe que Pedro se suicidou e que o Amor tão grande que tinha pelos filhos fê-lo acreditar que os leveria com ele...mas não,os meninos sobreviveram e apenas Afonso disse;"O papá disse-nos... que iamos passear..."
Maria recuperou do coma e do enorme traumatismo craneano que sofrera,a caractera que tinha na sua cabeça sarou por completo e não houve maselas.
Todos tiveram e têm os devidos apoios.Estão recuperando como podem...
Pedro partiu e com ele a certeza do que aconteceu, para tal acto.
Não vale a pena sentenciarmos sobre tal....nunca o saberemos...aparentemente eram uma familia feliz e tinham tudo para o continuarem a ser....mas seria assim mesmo???

Pedro descansa em paz onde quer que estejas...sou da opinião que quem comete o acto desses tem fortes motivos para o fazer...e não!Não considero um acto de covardia,mas sim um acto de grande coragem ...para quem o pratica.
Para mim ficará sempre guardado na minha memoria o Amor, que presenciei teres pelos teus filhos.....

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Despedida




Hoje....saltarei desta ponte que atravessa este mar e mergulharei nas aguas profundas de mim tentando resgatar algo mais que a mim mesma....
Afogo minhas magoas neste mar ao encontro de jamais te encontrar...
Quero que estas correntes fortes que hoje aqui se fazem sentir te arrastem para longe de mim.
Que morras no desenrolar da proxima onda...que sejas espuma nesta beira mar e te desfaças na areia.
Despeço-me de ti agora...banhada por este mar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Gargalhada




Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
Dobra essa orelha grosseira, e escuta
o ritmo e o som da minha gargalhada:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!

Não vês?
É preciso jogar por escadas de mármore baixelas de ouro.
Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
e atirar para longe os pandeiros e as liras...

O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.

Mas é preciso ter baixelas de ouro,
compreendes?
— e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
E as lâmpadas, Deus do céu!
E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trémulas...

Escuta bem:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!

Só de três lugares nasceu até hoje esta música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.

Cecília Meireles, in 'Viagem'



Porque todos os dias são bons para uma boa Gargalhada!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lugar encantado




Na correria que aquela marginal se torna durante o dia,passa despercebido a tanta gente os pequenos sítios mágicos e sossegados que nela podemos encontrar.
E foi num desses...,onde a areia é fina e branca,o mar que se mistura com as águas do rio batem deencontro ás rochas e o silencio acaba por predominar,que o tornamos o nosso sitio encantado....
Lembras-te...?
Encontro-me lá...não todos os dias, mas sempre que posso.Paro o carro e desço descalça aquela enseada, sentindo a areia fina e fria que me leva de encontro a ti novamente.
Posso te dizer....que me sinto bem...apenas recordando....
Preenche este vazio que ficou, depois de decidirmos partir ,sem irmos para parte alguma.
E é bom aqui ficar...vendo o sol se pondo e o vento soprar em minha face,soltar meus cabelos,como de tuas maõs se tratasse,e gosto de sentir...
Nesta hora as gaivotas voam no céu ,em voos rasantes em busca de algum peixe e seus gritos acordam -me para a realidade,é tempo de regressar...
Caminho de volta...prometendo voltar aqui... a este lugar encantado...
...O nosso lugar encantado....



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...


Mesmo que voes,um dia perderás as asas.
Isso mostra o quanto és frágil.
Mas...,enquanto voas,podes ir aonde queres.
Isso mostra o quanto és Livre.


Frase de Kitsune Faherya

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sabor de um beijo


Que sabor têm os beijos...?

Existem beijos que são como flores...
Não são todos iguais.Tem aromas diferentes.Por vezes nascem e morrem a cada estação.
Têm que ser regados e cuidados com amor e carinho,para florescerem...
Uns são grandes beijos,com uma grandiosidade e significado enorme,outros porém,são pequenos e com eles fica a brevesidade de um breve momento.

"Ainda sinto o sabor de teu beijo..."dizes-me....

Existem beijos que são roubados,apreciados e por vezes até desatinados....
Mas outras vezes então,há beijos dados com sofreguidão,são beijos intensificados com o sabor de uma grande paixão.



"Existem coisas em nossa vida,que ficam na memoria,recordadas para sempre..."continuas-te...e eu pergunto-me....Porque me o dizes?Para quê ?

Tem certas alturas que existem beijos, com sabor a mar,beijos que são molhados com lágrimas de despedida de uma imensa ilusão.São beijos que se dão, ou não, sem nenhuma explicação.
Existirão sempre, aqueles beijos com sabor a baunilha ou a mentol,em tempos de escola,que ficarão para sempre presos no cantar de um qualquer rouxinol,naqueles dias mais tristonhos,no banco de um jardim algures,em plena estação Outonal.

"Ainda me lembro do sabor do teu beijo...."disses-te....tu ontem....Palavras que entoam em mim....que não me saem da cabeça.....

Se eu pudesse....se tu ainda queres....poderás voltar a sentir o sabor do meu beijo.
Estou aqui.....naquele sitio....entre o ir e o voltar.....
Não demores.....apressa-te e vem me resgatar......

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

In my secret life


Hoje fico aqui ,neste lugar onde escuto o silencio dentro de mim.
Aqui onde fomos contentes.
Aqui onde reinaram os sorrisos,os olhares irradiados de um amor não programado.

Deveríamos ter-nos visto como se fossemos morrer no dia seguinte.

Foi o tempo que pensamos ter ainda á nossa frente...que nos matou....

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um castelo entre a lua e o abismo




Da janela do meu quarto
Se avista um castelo encantado
Onde imagino um retrato
De criaturas e histórias inventado.

Descalça e sem medo avanço
Nessa serra densa e escura
Nesta noite apenas a lua
Me ilumina algum percalço.

Estou destemida e corajosa
Para segredos desvendar
Poder encantar e reinar
Em seu castelo ser majestosa.

Depois que terminar a escalada
Olharei o abismo como amigo
Finalmente no monte da lua
O mundo a meus pés, a verdade comigo.

A aragem do vento que toca
De leve o meu rosto anuncia
Que quando eu bater na porta
Serei recebiba com alegria.

Depois de adentrar ao recinto
Olharei com meus olhos serenos
E entregarei os presentes que levo
Um monte de luas, de sóis e de Vênus.

Com meu vestido cor de prata
Que até imita a luz da lua
Serei aos deuses eternamente grata
Confortavelmente tua em teu castelo que flutua.


Hoje como já tinha ficado prometido tenho o prazer de aqui no meu cantinho,postar mais uma fantástica parceria,entre mim e o meu amigo Alcides http://abismonoturno.blogspot.com/.

Como ele diz com suas palavras mágicas,eu aqui tambem o vou repetir;

"Dois computadores ligados, quatro mãos digitando, duas cabeças pensando, dois corações sentindo e um poema fluindo."

Obrigada meu amigo por puder ter a tua amizade e um pedaço da tua bela poesia no meu Luar.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ponto de retorno


"Dai-me a Serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar
A Coragem para mudar as coisas que posso mudar
E a Sabedoria para conseguir distinguir umas das outras."
Oração da Serenidade




Ao volante do seu carro,ruma para sul, ou talvez, ainda nem saiba ao certo ,se para norte.
Mas duma coisa estava certa,já não podia ter ilusões.Alguma coisa tinha perturbado a ordem racional das coisas.Agora já era tarde demais....
Todos temos o nosso ponto de retorno.
Catarina tivera o seu e deixou-o passar.
Medo?Vergonha?Cobardia?Um mix!!!Como ela diz com um largo sorriso nos lábios,até parecendo que se sente contente...
«Um mix sobre o qual não sei ao certo designar!!!»
Ponto de retorno?O que é?
Penso que existe uma ordem das coisas.Uma ordem que não pode ser perturbada,nem transgredida...
O tempo,é como as paginas de um livro,na altura que estamos a ler a pagina 66,as paginas 67 e 68 já estão escritas.
Mas no entanto nesse tempo,existe uma fracção de segundos,um momento especifico desse nosso tempo,em que temos a oportunidade de mudar o rumo da historia desse livro.
A isso,se chama ponto de retorno.
Catarina continuava falando...deu-me a impressão que Catarina tentava interiorizar cada palavra que dizia...
«Num filme,seria muito fácil.Num filme tudo se passaria em 3 minutos,num filme...disse-o pausadamente.Ela sabia que a realidade era bem mais diferente.
...num filme,eu teria sido triunfante,agíl.Mas não me encontrava num filme!E eu fui tudo menos uma heroína!!!Disse-o num tom mais irritado.
Estava á deriva,dilacerada e atormentada pela duvida.Explicou-se,de forma a terminar aquele assunto.

"...o casamento é um compromisso sério que não se enfrenta,nem se contrai com ligeireza,por capricho ou imprudência..."

Catarina seguiu em frente,naquele preciso momento tivera o seu ponto de retorno,mas não tivera Coragem para o agarrar...
E assim não mudou de rumo o seu tempo,continuou na pagina 66 daquele livro e posteriormente a pagina 67...68 e por aí adiante.
Neste momento ao volante de seu carro ruma a sul ou a norte nem sabe ao certo,mas duma coisa se questiona...Quantos pontos de retorno,existem em nossa vida?
Certamente não será apenas um!
Podem existir vários pontos de retorno na mesma história.Simplesmente com personagens diferentes.
Podemos ter o papel principal da história ,mas nossos pontos de retorno,com determinadas personagens secundárias da mesma história, só acontecem uma única vez.
Espero ter-me feito entender,rsss.
Catarina....abre as janelas do carro,deixa seus cabelos encaracolados, soltos ao vento e sente que tem a Serenidade suficiente,para aceitar as coisas que não pode mudar....
Que ainda não têm Coragem, para mudar as coisas que pode mudar...
Mas já têm a Sabedoria de distinguir umas das outras....
E sabe que o seu ponto de retorno naquela história,jamais voltará!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Reviravoltas




As voltas que a vida dá
São voltas e reviravoltas
Sem volta e revolta sem sitio onde chegar
São voltas envoltas em meias voltas para a algum lugar chegar
E nestas meias voltas que me encontro, nas reviravoltas deste voltar
Procuro então embarcar nesta viagem e poder revirar as voltas e revoltas que a vida dá.
Já não sei quantas voltas dei e procurei voltar ao mesmo sitio onde um dia voltei
Sem revolta de ter voltado e ter podido voltar para apenas ficar....

Insónia

Todo este tempo, todo o tempo que deixo de estar aqui, encontro-me lá fora, no mundo, a procurar o que outros procuram, a fazer o ...