quarta-feira, 30 de setembro de 2009

In my secret life


Hoje fico aqui ,neste lugar onde escuto o silencio dentro de mim.
Aqui onde fomos contentes.
Aqui onde reinaram os sorrisos,os olhares irradiados de um amor não programado.

Deveríamos ter-nos visto como se fossemos morrer no dia seguinte.

Foi o tempo que pensamos ter ainda á nossa frente...que nos matou....

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um castelo entre a lua e o abismo




Da janela do meu quarto
Se avista um castelo encantado
Onde imagino um retrato
De criaturas e histórias inventado.

Descalça e sem medo avanço
Nessa serra densa e escura
Nesta noite apenas a lua
Me ilumina algum percalço.

Estou destemida e corajosa
Para segredos desvendar
Poder encantar e reinar
Em seu castelo ser majestosa.

Depois que terminar a escalada
Olharei o abismo como amigo
Finalmente no monte da lua
O mundo a meus pés, a verdade comigo.

A aragem do vento que toca
De leve o meu rosto anuncia
Que quando eu bater na porta
Serei recebiba com alegria.

Depois de adentrar ao recinto
Olharei com meus olhos serenos
E entregarei os presentes que levo
Um monte de luas, de sóis e de Vênus.

Com meu vestido cor de prata
Que até imita a luz da lua
Serei aos deuses eternamente grata
Confortavelmente tua em teu castelo que flutua.


Hoje como já tinha ficado prometido tenho o prazer de aqui no meu cantinho,postar mais uma fantástica parceria,entre mim e o meu amigo Alcides http://abismonoturno.blogspot.com/.

Como ele diz com suas palavras mágicas,eu aqui tambem o vou repetir;

"Dois computadores ligados, quatro mãos digitando, duas cabeças pensando, dois corações sentindo e um poema fluindo."

Obrigada meu amigo por puder ter a tua amizade e um pedaço da tua bela poesia no meu Luar.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ponto de retorno


"Dai-me a Serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar
A Coragem para mudar as coisas que posso mudar
E a Sabedoria para conseguir distinguir umas das outras."
Oração da Serenidade




Ao volante do seu carro,ruma para sul, ou talvez, ainda nem saiba ao certo ,se para norte.
Mas duma coisa estava certa,já não podia ter ilusões.Alguma coisa tinha perturbado a ordem racional das coisas.Agora já era tarde demais....
Todos temos o nosso ponto de retorno.
Catarina tivera o seu e deixou-o passar.
Medo?Vergonha?Cobardia?Um mix!!!Como ela diz com um largo sorriso nos lábios,até parecendo que se sente contente...
«Um mix sobre o qual não sei ao certo designar!!!»
Ponto de retorno?O que é?
Penso que existe uma ordem das coisas.Uma ordem que não pode ser perturbada,nem transgredida...
O tempo,é como as paginas de um livro,na altura que estamos a ler a pagina 66,as paginas 67 e 68 já estão escritas.
Mas no entanto nesse tempo,existe uma fracção de segundos,um momento especifico desse nosso tempo,em que temos a oportunidade de mudar o rumo da historia desse livro.
A isso,se chama ponto de retorno.
Catarina continuava falando...deu-me a impressão que Catarina tentava interiorizar cada palavra que dizia...
«Num filme,seria muito fácil.Num filme tudo se passaria em 3 minutos,num filme...disse-o pausadamente.Ela sabia que a realidade era bem mais diferente.
...num filme,eu teria sido triunfante,agíl.Mas não me encontrava num filme!E eu fui tudo menos uma heroína!!!Disse-o num tom mais irritado.
Estava á deriva,dilacerada e atormentada pela duvida.Explicou-se,de forma a terminar aquele assunto.

"...o casamento é um compromisso sério que não se enfrenta,nem se contrai com ligeireza,por capricho ou imprudência..."

Catarina seguiu em frente,naquele preciso momento tivera o seu ponto de retorno,mas não tivera Coragem para o agarrar...
E assim não mudou de rumo o seu tempo,continuou na pagina 66 daquele livro e posteriormente a pagina 67...68 e por aí adiante.
Neste momento ao volante de seu carro ruma a sul ou a norte nem sabe ao certo,mas duma coisa se questiona...Quantos pontos de retorno,existem em nossa vida?
Certamente não será apenas um!
Podem existir vários pontos de retorno na mesma história.Simplesmente com personagens diferentes.
Podemos ter o papel principal da história ,mas nossos pontos de retorno,com determinadas personagens secundárias da mesma história, só acontecem uma única vez.
Espero ter-me feito entender,rsss.
Catarina....abre as janelas do carro,deixa seus cabelos encaracolados, soltos ao vento e sente que tem a Serenidade suficiente,para aceitar as coisas que não pode mudar....
Que ainda não têm Coragem, para mudar as coisas que pode mudar...
Mas já têm a Sabedoria de distinguir umas das outras....
E sabe que o seu ponto de retorno naquela história,jamais voltará!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Reviravoltas




As voltas que a vida dá
São voltas e reviravoltas
Sem volta e revolta sem sitio onde chegar
São voltas envoltas em meias voltas para a algum lugar chegar
E nestas meias voltas que me encontro, nas reviravoltas deste voltar
Procuro então embarcar nesta viagem e poder revirar as voltas e revoltas que a vida dá.
Já não sei quantas voltas dei e procurei voltar ao mesmo sitio onde um dia voltei
Sem revolta de ter voltado e ter podido voltar para apenas ficar....

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Serenamente acolho este Outono


Sufoca-me a vontade de gritar ao mundo que estou viva e ainda presente neste meu papel.Neste papel que represento sem saber as próximas falas...

Não sou folha amarelada caída da árvore....

Não sou mar sem ondas....

Não sou céu sem lua e sol...

Por vezes pode ser para ti difícil de me entenderes...mas nunca o tentes...por aí te vais perder em labirintos que não te levarão a lado nenhum....

Quando deres por ti...eu já passei para uma nova estação...

Caminho suavemente neste jardim, onde hoje o Outono nasce...onde me encontro com o meu eu...e desdenho meus pensamentos secretos...

Adormeci de mim á tanto tempo....

Não me acordes!!!

Quero assim ficar!Vivo melhor assim,na fraqueza interior de um dia atrás de outro,sem nada a temer, sem nada a esperar.

Serenamente....vivendo....

Serenamente alimentando o meu eu com aquilo que apenas lhe posso dar.

E sou feliz assim.Acredita que sim.

Apenas hoje...caminho por aqui melancolicamente...para dar entrada a outra estaçaõ e poder continuar a caminhar....comigo propia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Para ti....


...Quantas estrelas têm o céu?

...Quantos raios têm o sol?

...Quantas nuvens correm ao sabor do vento?...

Eu não tenho resposta para ti.
Porque existem perguntas que das quais nunca saberemos as respostas...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hora



A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.


Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O meu tempo...



"O tempo perguntou ao tempo,quanto tempo o tempo têm,o tempo respondeu ao tempo,que o tempo têm tanto tempo,quanto tempo o tempo têm..."



Estou quase a chegar!
No meu tempo...chego daqui a um nada.

No teu tempo...que tão diferente do meu,se torna...
Poderá ser um tempo Infinito,complicado de decifrares...
Um dia destes,abraçar-te-ei...num tempo qualquer...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick Swayse


Um adeus...
Um enorme actor que partiu... o cancro venceu um dos maoires sexsimblo dos anos 80.
Para muitos poderá ser um fim...para mim um novo recomeçar.
Até sempre Patrick Swayse


Para recodar e lembrar que tambem foi um grande bailarino...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O medo longe de ti


"Catarina, se eu pudesse dar-te apenas mais um presente, seria não deixar que o medo te impedisse de seres feliz.
Sim, o medo. Quero falar-te do teu pai, do jovem escritor que conheci quando tinha a tua idade. O jovem escritor, como lhe chamava a professora de Alemão que organizou este pequeno livro de histórias, o jovem escritor que habitava um mundo de bruma e de sol, de florestas cerradas e de vastas planícies.
Na verdade, ele ainda o habita, como se percebe por aquilo que escreve. Várias vezes, ao longo destes anos, me perguntei se o teu pai foi mesmo o grande amor da minha vida. Tenta compreender-me: aquilo que nos ensinam desde criança, a verdade de um grande amor, maior do que tudo, o verdadeiro amor, capaz de tudo vencer.
Eu não sei, e possivelmente nunca o soube. Ou nunca acreditei nesse heroísmo do amor.
O amor verdadeiro?
Tantas vezes me perguntei se não seriam verdadeiros todos os amores.... O teu pai abria-me os portões altos e dourados do seu mundo de bruma e de sol, de florestas cerradas e de vastas planícies. E levava-me pela mão entre seres por vezes tão estranhos e tão assustadores, muitos deles com marcas indeléveis de obsessão... Eu amava o jovem escritor, o teu pai.
Hoje tenho a certeza disso.
Há certezas, assim como esta, que podem demorar anos até serem encontradas.
Quase duas dezenas de anos, se calhar. Mas o teu pai não esperou por mim na estação dos comboios como tinha prometido.
Não estava à minha espera quando regressei de uma viagem ao Norte da Alemanha, da primeira visita à tua avó desde que estava a estudar na Floresta Negra.
Apenas um fim-de-semana fora, e o jovem escritor fugiu....
Será que me entendes?
Compreender-me-ás e perdoar-me-ás se eu te disser que depois de o teu pai abandonar o programa onde estudávamos os dois eu acabei por não o querer procurar?
Que escolhi sair daquele mundo fantástico para to poder oferecer verdadeiramente agora, tão fascinante como quando o conheci, o jovem escritor, no interior intocado do seu mundo dos portões dourados?
Porque tu, tenho a certeza, saberás entrar nesse mundo e reconhecer cada um dos seres que o habitavam.
Talvez até tratá-los pelo nome. Tu saberás como pisar esse chão. Sem medo. "

António Manuel Venda, in O Medo Longe De Ti

História IV


(...)
Correu por aquele corredor enorme.Como se não fosse chegar a tempo de se despedir...
Ao fundo soou o apito do comboio.........
Já não chegaria a tempo pensou...e enquanto acelerava o passo,sentiu o coração bater com mais força,como se fosse sair pela boca,e sentiu que suas pernas desfaleciam...Teve que parar. Sentia-se tonta e cansada...
De repente tudo rodopiou á sua volta e deixou-se cair no chão...
Pessoas que passavam naquele preciso momento correram em seu auxilio.
Quando acordou sentiu-se,como se estivesse estado longe por um tempo indeterminado.Sentiu o corpo molhado do seu suor e toda aquela gente á sua volta,tornava o ar pesado...
«Afastem-se,um pouco!»-dissera alguém.Ao assistir aquele acordar meio em pânico.
«Estou bem........disse com voz tremula...»
De repente lembrou-se onde estava e porque motivo.
« O comboio já partiu?!!!»
«Mas qual comboio menina?»
«Já saíram tantos desde que desmaiou...»



Levou á cara um lenço molhado, que alguém simpaticamente lhe oferecera e pensou que inexplicavélmente, já não chegara a tempo se despedir...
E agora?
Nada sabia dele,apenas o conhecera naquela terra que não era a deles...
Alguns dias passaram na companhia um do outro,sem explicações,sem perguntas,sem saberem,nem cobrarem nada um do outro...e no dia anterior á sua partida,prometeram que se encontrariam para trocar números de telefone,direcções e promessas de uma vida recheada de magias ainda por descobrir...
Não chegou a tempo....
Mas...não teve vontade de chorar...
Nem de se lamentar...
Nem sequer de sentir raiva...se assim acontecera era porque assim tinha de ser...
Afinal ela estava naquele sitio,simplesmente porque tinha prometido a si mesma,aprender a conviver de bem com o que a vida tinha para lhe oferecer...e esta era a prova final de que realmente tinha conseguido e agora estava de bem com ela propia...e principalmente...com a Vida!!!
(...)

Insónia

Todo este tempo, todo o tempo que deixo de estar aqui, encontro-me lá fora, no mundo, a procurar o que outros procuram, a fazer o ...