
«Quando te conheci,lias um romance de Anais Nin,na varanda da tua casa.Era Setembro e usavas fitas no cabelo.Deixaste-te ficar absorvida,sabendo que eu não tirava os olhos de ti,mas esqueceste-te de virar a pagina do livro....
Não me digas que, então não te amava...
Quem entende destas coisas não confunde Amor com Paixão.
As nossas primeiras conversas,foram sobre como seria mais tarde,connosco e não era nunca de uma casa que eu falava,mas de um lugar com muito chão,algumas almofadas e discos fora das capas.
Tu ouvias-me,com atenção.
Também expliquei,muitas vezes,a difícil teoria do desejo permanente e a relação disso com a intimidade ocasional.
Sabes...que reparava nos sapatos que levavas,quando ias a minha casa aos sábados á tarde...?
Já não usas fitas nos cabelos.
Agora já és apenas aquela que está sempre em casa quando chego...vivemos juntos.Enquanto eu faço a barba,tu lavas os dentes.
O cheiro da minha colónia mistura-se com o da tua.
Bem vejo a tua irritação,quando me enfronho nos meus livros,depois do jantar.E tu ficas á espera que eu invente uma saída,como fazíamos dantes.
Iamos a Óbidos,só para tirar fotografias!
Que aconteceu á tua cara?
Não te pedi que te tornasses a "dona" desta casa,e não esperes que eu te agradeça todo o trabalho.
O trabalho que tens para a manteres limpa e confortavél.
Cada botão que pregas na minha camisa,aproxima-te cada vez mais,da minha mãe...
O que é que perdes-te pouco a pouco,á medida que te fui conhecendo...?»
Este texto que aqui hoje vos apresento,não é de minha autoria,mas muito sinceramente não sei de quem é pois já há muito tempo que o escrevi e não sei de onde o tirei.
Mas é um texto que sempre me ficou no pensamento e acho que é bom de ser reflectido em todas as prespectivas...
O titulo que lhe dei,cada um de vós pode sentir como achar melhor...se a frustração pertence ao homem ou á mulher a quem é dirigido,eu tenho a minha propia opinião...
Espero que gostem!









