domingo, 5 de abril de 2009

A vida


"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem;cada um é como é."
Fernando Pessoa

Ambos são necessarios.E o equilibrio está aí,na contemplação da vida como um todo...

sábado, 4 de abril de 2009

Minha bebé

Tu que és meu acordar meu deitar
Tu que és o Ar que respiro
Tu que és chão estável que piso
Tu que és vento que me acaricia
Tu que és sol que me aquece
Tu que és mar que me embala
Tu que és a estrela mais brilhante
Sem ti não saberia viver neste céu pintado de negro
Onde meu luar te acompanha e te guia
Nestas noites em que me perco
Em que cheiro teus cabelos sedosos e vibro
Com teu cheiro de bebé "a minha bebé"
Enquanto te aninho em meus braços e te deixo adormecer
Para te puder ficar a contemplar....
Não sei ao certo quanto gosto de ti...
Porque é imenso este gostar,mas sei que não saberia viver sem ti....

( dedicado com muito Amor á minha adorada filha)

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Se cairmos sete vezes......levantamos-nos oito.

E da cada vez que nos levanta-mos....ficamos diferentes.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Breves Momentos


Momentos...


Momentos reais

Momentos breves

Momentos incandescentes

Felizes e sorridentes...


Momentos de sonho

Em que te abraço

Momentos breves

Momentos transparentes

Em que me perco no teu enlaço...


Momentos...


Momentos de pensamento

Momentos breves

Momentos de encantamento

Em que espero por teu chamamento...


Momentos de loucura

Momentos breves

Momentos de ternura

Em que anseio pela tua figura...


São Momentos....apenas Breves Momentos...

terça-feira, 31 de março de 2009

Saudade


Era um dia como tantos outros.Minha filha parou de brincar e dirigiu-se a mim.Tinha tres anos,sentou-se a meu colo e fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara
"Mamã, quando você morrer, você vai sentir saudades?"
Entristeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro
"Não chore, que eu vou te abraçar..."
Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Hoje,depois do que poderia ter sido um simples telefonema...sube de alguem meu conhecido,que falecera ontem á noite...
Num momemnto nostalgico...lembrei do que minha filha um dia me perguntou....
Descança em paz minha querida Cândida....

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ás vezes não sei como te chamar


Quando os teus olhos se enchem de raiva e ódio,quando tua voz se torna altiva e rude...voltas a ser o que foste á vinte e oito anos atrás...

Ela não te consegue olhar,nem desculpar...tem flash de tudo que aconteceu.E agora desejas arduamente que ela te entenda?Como???

Todos nós temos de ter a capacidade de saber,que quando cometemos certos actos certas atitudes no passado,o presente jamais poderá apaga-los ,e tu procedes-te tão mal...não tives-te a capacidade de os por acima de tudo...e de todos...

Ela faz questão, de te mostrar ao longo destes anos que vocês se aproximaram novamente,que nunca te perdoou...que nunca te perdoará...e uma vez mais te disse que nada a derruba ensinas-te-a a ser assim...e aprendeu a lidar com indiferença para tudo e todos que nada lhe dizem...

Ela tem a consciência,de que deve ser bem penoso para ti,não conseguires chegares-lhe a tocar no coração,não seres o dono da razão,frustrante não???

Não poderia ser de outra maneira,digo eu...

No fim pude escutar o pensamento dela,quando olhando nos teus olhos em silencio,te disse...

"Já não te odeio....mas não consigo te amar...."

domingo, 29 de março de 2009

You can fly

Por muito custoso que se torne....por muito tempo que leve...

Podemos sempre voar e acreditar...naquilo que quisermos...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Despachar...simplesmente


Hoje corro o risco de me assemelhar com o tamanho da escrita ,dum blog que adoro ler e recomendo http://nalinhadaslinhas.blogspot.com, mas não havendo comparação pois apenas me perco a escrever.
Acordei com vontade de não ir trabalhar(e como filha do patrão)corri o risco de me tornar uma menina mimada(que não sou)e não fui.Permanecendo em casa e montando tenda no quarto de minha filha resolvi fazer uma batalha campal com os seus lindos bonecos.Que teimavam em não querer abandonar aquele local.
Entre empurrões e algumas contrariedades,consegui ao fim de alguma luta interior,sim porque isto de despachar aquilo que já não queremos,sempre me fez alguma confusão,mas acabo por chegar ao veredicto,de que realmente com o passar dos anos´nossa convicções acabam por mudar mesmo.E a facilidade que encontro em desfazer-me daquilo que já não quero,já não me é tão difícil apesar de confuso.Os objectos não me faz assim tanta confusão mas quando falamos de pessoas o caso tornasse mais complicado,e eu assemelho sempre isso quando penso em me desfazer de alguma coisa.
Correndo o risco de me tornar uma criança inveterada,vejo todas aquelas series de crianças que passa no panda(sou obrigada a isso,rsss)e nesta minha batalha acabei por falar com ursos e bonecas;"...ora bem vocês não podem ficar mais connosco"disse-lhes eu
"oooooooooooh....,não nos abandones...."pediram entristecidos
Realmente como somos capazes de descartarmos-nos de coisas que já não nos dizem nada mas que nos acompanharam por tanto tempo?É como no Amor!Tem uma altura em que tudo acaba mesmo não acabando...
E como podemos nós contornar essa situação se não houver volta a dar?
Venci e consegui pó-los a todos,sem pena,num grande e bonito saco de plástico.
Convenci-me a mim mesma e aos propios , que teriam outro lar,outros meninos que não os conheciam e lhes dariam tanto amor como nós já o fizemos antes.
Entre sacos e sacolas ao fim da manha já estava pronta pra dar rumo aqueles tristes bonecos.
Um pouco aflita lá consegui meto-los todos no carro e partir em destino de um novo lar.
Tinha que me desfazer deles naquele instante,não poderia correr o risco de minha filha vê-los e aí então,como criança(sem o passar dos anos como eu)quereria ficar com todos no seu quarto.
No caminho pensei uma vez mais...como sabemos correr quando algo não nos interessa.
È tão fácil despachar...
E neste rebuliço,entre ursos e bonecos,livre por completo dos mesmo, regresso a casa.
E não consigo abstrair-me do mesmo pensamento,como é tão fácil despachar...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Equilibrismo



«...Esse homem está sempre com medo de comprometer-se, de ir demasiado longe; o menor excesso fá-lo tremer; não tem outro cuidado senão o de conservar em todas as coisas o justo meio termo.
Será isto equilíbrio? De maneira nenhuma: isto é equilibrismo! O homem equilibrado reúne e harmoniza em si as tendências opostas (a vontade e a paixão, a prudência e a audácia, a lucidez e o entusiasmo); é como uma montanha cujo equilíbrio implica a existência de duas vertentes. E essa amplitude de base permite-lhe precisamente, como a montanha cujo cimo se perde audaciosamente no céu, comprometer-se a fundo, desprezar as meias tintas e as precauções; pode ir muito longe e muito alto sem perigo para a sua base interior; é bastante forte e rico para ser saudavelmente excessivo.
O equilibrista, pelo contrário, está separado da vida e toda a sua habilidade consiste em manobrar sabiamente para ficar de pé no meio do torvelinho das forças adversas que o agitam e que ele não pode dominar.
O primeiro evita a queda quando aderindo plenamente à vida; o segundo, mantendo-se alheio a tudo.
Os dois escapam às correntes perigosas: um porque comunga com a fonte mesma do rio; o outro... porque sabe manobrar o seu barco.»

THIBON,GUSTAVE

No equilibrismo esperamos sempre a altura certa...
Nem cedo demais...
Nem tarde demais...
Se soubermos... quando é a altura....

quarta-feira, 25 de março de 2009

Porque há dias assim...




Há dias assim...
Em que acordo com lágrimas das faltas que sinto de ti
Há dias assim...
Em que me visto com raios de sol e fracões de luares
Há dias assim...
Em que me desencontro de mim
Há dias assim...
Em que busco no dia pedaços de nós
Há dias assim...
Em que fecho os olhos para fingir que tudo é um sonho
Há dias assim...
Em que me esqueço de te esquecer
Há dias assim...
Em que as estrelas mudam de lugar
E eu não te consigo mais olhar
Há dias assim...

Insónia

Todo este tempo, todo o tempo que deixo de estar aqui, encontro-me lá fora, no mundo, a procurar o que outros procuram, a fazer o ...